Capítulo Local da Comenda de Monsaraz realizado em Moura

Entre os dias 16 e 18 de fevereiro de 2024, realizou-se o programa cultural relativo ao III Capítulo Local da Comenda de Monsaraz da Ordem dos Pobres Cavaleiros do Templo de Jerusalém – OPCTJ, na notável cidade de Moura. Este capítulo, realizado no Museu Municipal de Moura e contou com a presença de cerca uma centena de pessoas.

Compareceu ao encontro o Senhor Presidente da Câmara Municipal de Moura Álvaro Azedo, a Senhora Vereadora da Educação e Cultura Lurdes Balola e a Senhora Técnica Superior na área da museologia de Moura Marisa Veiga Bacalhau.

Estiveram representados, neste capítulo local, o Priorado do Oeste e Transtagano assim como as Comendas de São João Baptista – Tomar, Soure, Santarém, Guimarães, Santa Maria de Sintra, Santo André – Mafra e Lourinhã.

Programa

No dia 16 de fevereiro, sexta-feira, realizou-se um jantar informal no local dedicado à Ordem Templária medieval, “Taberna do Liberato”. No dia seguinte, os membros e convidados iniciaram os trabalhos no restaurante “Cantinho da Mouraria” e “Taberna do Liberato”.

Pelas 15H00, os participantes foram recebidos por “cavaleiros templários” no local do capítulo, sendo as montadas gentilmente cedidas pelo picadeiro do Sr. Carlos Ameixa.

Após o capítulo, foi realizada uma brilhante visita guiada e apresentação da Igreja de São João Baptista, pelo Professor e Investigador José Chaparro.

O jantar realizou-se no restaurante “O Celeiro”, o qual decorreu em franco e fraterno convívio. Durante este foi realizada uma apresentação subordinada ao tema “O Graal na tradição portuguesa” pelo Escritor e Investigador Nuno Ferreira Gonçalves.

O jantar terminou ao som do grupo musical dos Srs. Luís Barreiros, Ramos e Mário Gomes os quais gentilmente se deslocaram para animar o convívio dos presentes.

No domingo, de manhã, realizou-se uma visita guiada pelo Professor José Chaparro ao castelo de Moura, o qual deu a conhecer a história desta cidade desde a presença dos primeiros habitantes de que há registo em dispersos Castros, passando pelas importantes presenças romana, visigótica e árabe, e ainda enaltecendo a importância de Moura no processo de reconquista e repovoamento na época medieval.

Destaca-se aqui a primeira implantação do culto carmelita da Antiga Observância trazido para a Península Ibérica dando origem ao culto carmelita da Nossa Senhora do Carmo tendo saído do Convento do Carmo, em Moura, os 9 monges fundadores do Convento com o mesmo nome, em Lisboa.

Este facto deveu-se à devoção ao culto carmelita por parte de D. Nuno Álvares Pereira que, nas suas funções de contestável e fronteiro do reino, neste convento do Carmo, em Moura, se dedicava ao culto, retiro e devoção. Tendo abraçado a vida religiosa como irmão donato, D. Nuno Álvares Pereira escolheu como última morada o Convento do Carmo, em Lisboa, que tinha mandado construir.

O Professor José Chaparro salientou ainda a importância da resistência das terras do concelho de Moura na guerra da Restauração, no século XVII. A este propósito saliente-se o facto de a vila de Santo Aleixo ter passado a designar-se Santo Aleixo da Restauração pelo seu papel fundamental nesta guerra.

Por último, no castelo de Moura, o grupo visitou a primeira nascente da “Água de Castello”, nome que deriva exatamente do facto da exploração deste negócio ter começado naquele local, em 1899.

Agradecimentos

– Câmara Municipal de Moura
– Grupo musical
– Picadeiro

Carlos Correia, Comendador da Comenda de Monsaraz

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