No passado dia 30 de junho, os membros da OPCTJ reuniram-se no castelo de arquitetura templária singular de Montemor-o-Velho.
Nesse dia, realizou-se o XII Capítulo da Comenda de Santo Estevão de Pussos da Ordem dos Pobres Cavaleiros do Templo de Jerusalém – OPCTJ na Biblioteca da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho. Estiveram representados o Grande Comendador e outros membros do Magistério, Grandes Oficiais, o Priorado do Norte e Nordeste Transmontano, assim como as Comendas de São João Baptista – Tomar, Soure, Guimarães, Santo André – Mafra, Braga, Monsaraz, São Pedro – Macedo de Cavaleiros, Lourinhã e Dornes.
O programa da Comenda teve início com uma visita guiada pela gentil Técnica Superior da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho Cristina Baía.
O magnífico e bem preservado Castelo de Montemor-o-Velho apresenta fortes indícios de alguma arquitetura Templária e foi palco de importantes lutas e decisões históricas. Referir que o Castelo de Montemor-o-Velho tem sido estudado de forma aprofundada pela investigadora Professora Doutora Luísa Trindade, Investigadora da Universidade Coimbra, que em “Dias Templários Soure” fora oradora sob a temática inerente aos castelos medievais. A importante e emblemática edificação militar é uma das fortificações portuguesas que reúne todas as inovações templárias trazidas do oriente. Como lugar de fronteira na época, teve uma posição estratégico-militar muito cobiçada. No interior da igreja matriz, a Virgem do Ó e o Anjo da Anunciação, ambos atribuídos ao Mestre Pero e datados do séc. XIV. Realçar o retábulo renascentista atribuído a João de Ruão. A visita prosseguiu em Montemor-o-Velho ao monumento a Fernão Mendes Pinto. Nascido nesta localidade Fernão Mendes Pinto (mercador, soldado e embaixador), viajou entre a Índia e a China, tendo sido um dos primeiros ocidentais a chegar ao Japão.


Seguiu-se a Igreja da Nossa Senhora dos Anjos, classificada como Monumento Nacional desde o séc. XX, que teria acolhido os frades eremitas de Santo Agostinho. Este Convento teve origem numa pequena ermida pertencente a Diogo de Azambuja, fidalgo da Casa Real e natural de Montemor-o-Velho. Esta personagem destacou-se pelos serviços prestados a D. Afonso V e D. João II em África. No interior da igreja, o maior destaque vai para a capela-mor, que sobrevive da edificação original. A capela-mor ostenta um retábulo em pedra e alberga o túmulo do fundador, Diogo de Azambuja, trabalho atribuído a Diogo Pires-o-Moço. A arca tumular está inserida num arcossólio com estátua jacente, decorada com as armas dos Azambuja. Junto a esta porta encontra-se a capela dos Pinas, cujo retábulo é atribuído a João de Ruão.
O Centro Interpretativo de Montemor-o-Velho, situado nas Galerias Municipais e em frente à Câmara Concelhia, é um espaço que permite, através de diferentes narrativas, por meio de uma viagem imersiva, visitar o concelho de Montemor-o-Velho em profundidade.
Após estes magníficos momentos de franco convívio e contactos com a história, realizou-se o almoço de confraternização no Restaurante Patinhos Eventos, que contou com a muito gentil presença do Senhor Presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, Dr. Emílio Torrão. A partilha resultou na disponibilidade recíproca para uma colaboração entre o município de Montemor-o-Velho e a Comenda de Santo Estêvão de Pussos – Alvaiázere / OPCTJ.
Após o agradável almoço e confraternização, os membros visitaram a Associação Fernão Mendes Pinto, a convite do seu Presidente, o Major Carlos da Silva Rodrigues. Ali conheceu-se o processo de fabrico das famosas pinhas doces de Montemor-o-Velho, inspiradas na tradicional espiga doce montemorense, e saborearam-se esses doces, produto endógeno de Montemor-o-Velho.
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Rui Dias
Comendador da Comenda de Santo Estevão de Pussos



