Relação o mais exaustiva possível dos Castelos que estiveram na posse ou de alguma forma se relacionaram com a Ordem do Templo, ordenada alfabeticamente.
Castelo de Almourol

À época da Reconquista cristã da Península Ibérica, quando esta região foi ocupada por forças portuguesas, Almourol foi conquistado em 1129 por D. Afonso Henriques (1112-1185). O soberano entregou-o aos cavaleiros da Ordem do Templo, então encarregados do povoamento do território entre o rio Mondego e o Tejo, e da defesa da então capital de Portugal, Coimbra.
Nesta fase, o castelo foi reedificado, tendo adquirido, em linhas gerais, as suas actuais feições, características da arquitectura templária: espaços de planta quadrangular, muralhas elevadas, reforçadas por torres adossadas, Tinham 9 torres e uma mais alta e na janela virada a nascente tem uma cruz dos Templários. Dominadas por uma torre de menagem. Uma placa epigráfica, colocada sobre o portão principal, dá conta que as suas obras foram concluídas em 1171, dois anos após a conclusão do Castelo de Tomar, edificado por determinação de Gualdim Pais, filho de Paio Ramires. As mesmas características arquitectónicas estão presentes também no Castelo de Idanha, no de Monsanto, no de Pombal, no de Tomar e no de Zêzere, seus contemporâneos.
Castelo de Alpalhão

À época da Reconquista cristã da Península Ibérica, a povoação integrou os domínios da Ordem do Templo em Portugal, que aí teriam feito erguer um castelo em algum momento entre os meados do século XII e os do XIII.
À época de D. Dinis (1279-1325), com a extinção da Ordem, a povoação e o seu castelo passaram para os domínios da Ordem de Cristo (1319), época em que o castelo terá sido reedificado.
Sob o reinado de D. Manuel I (1495-1521), encontra-se figurado por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509). Era seu alcaide, à época, Fernão da Silva (1492-1511).
Actualmente restam vestígios dos antigos panos de muralha e de algumas torres. Este património não se encontra classificado e nem consta dos roteiros turísticos do Concelho de Nisa.
Castelo da Bemposta

Castelo do tipo “mota” construído no Século XIII, pela Ordem do Templo, depois de particulares lhe terem doado a povoação, integrando-se na defesa da Beira interior, de que apenas subsiste a torre, ainda que muito alterada.
De facto, em 1505, já sem importância estratégica, era composto por uma torre, com parte da estrutura em alvenaria, que começava a cair, com dois sobrados, acedida por portal virado a poente, tendo um outro, “em çima quasi no meio”, a norte, parcialmente telhada e mal reparada, envolvida por uma “mota”, ou seja, um monte de terra artificial criando uma zona alta sobre a qual se erguia a torre, no centro de uma área circular, envolvida por uma cerca, então já parcialmente derrubada, tendo à entrada desta um “boom cubello de cantaria ameado” e um portal pétreo em arco.
Castelo de Castelo Novo

A sua existência será anterior ao início do século XIII, uma vez que o castelo se encontra referido tanto no testamento de D. Pedro Guterres (8 de Janeiro de 1221) como no foral de Lardosa. Encontra-se ligado ainda à presença da Ordem do Templo na região, razão pela qual alguns autores atribuem a sua edificação ao Mestre da Ordem, D. Gualdim Pais, sob o reinado de D. Sancho I (1185-1211).
Ao final do século XIV, o rei D. Dinis (1279-1325) determinou reforçar as suas defesas, hipótese que se fundamenta na constatação de vestígios de adarves e ameias dionisinas em um troço das muralhas. A partir desta época, teria sido abandonado o chamado Castelo Velho, no topo da serra.
Castelo de Idanha-a-Nova

Sob o reinado de D. Afonso Henriques (1112-1185), o património fundiário da Ordem do Templo estendeu-se até à Beira Baixa, com a doação de Idanha-a-Velha e de Monsanto, a D. Gualdim Pais, 6º Mestre da Ordem em Portugal, conforme Carta de Doação passada pelo soberano em 30 de Novembro de 1165:
Afonso, notável rei do Condado Portucalense, filho de Henrique e da Rainha D. Teresa e neto do grande e ilustríssimo Imperador de Espanha, por nós ao mestre Galdino e a todos os Irmãos da Ordem do Templo que estão no meu reino, faço uma vasta e fortíssima doação da região da Idanha[-a-Velha] e de Monsanto com os limites: Seguindo o curso da água do rio Erges e entre o meu reino e o de “Legiones” até entrar no [rio] Tejo e da outra parte seguindo o curso da água do [rio] Zêzere que igualmente entra no Tejo (…).
Posteriormente, o seu filho e sucessor, D. Sancho I (1185-1211), em 1197, confirmou a doação de Idanha-a-Velha ao 7° Mestre da Ordem, D. Lopo Fernandes, que complementou, em 1199, com a doação da Herdade da Açafa. Constituiu-se assim um vasto domínio que se estendia do termo de Idanha até ao de Belver.
Para a defesa deste trecho da raia, a partir de 1187 foi erguido, sobre uma escarpa na margem direita do rio, um castelo pelos cavaleiros da Ordem do Templo, sob a direcção do Mestre D. Gualdim Pais.
A sua estrutura obedece às mesmas linhas arquitectónicas características dos templários, nos castelos de Almourol, Monsanto, Pombal, Tomar e Zêzere, seus contemporâneos.
Visando o seu povoamento e o reforço de sua defesa, o rei D. Sancho I (1185-1211) outorgou-lhe Carta de Foral (1201), tendo feito a doação dos seus domínios à Ordem do Templo.
O seu sucessor, D. Afonso II (1211-1223), confirmou esta doação e o foral (1229), rebaptizando a povoação com a actual toponímia (Idanha-a-Nova), para distingui-la antiga Idanha (doravante Idanha-a-Velha), a Cidade dos Igeditanos (Civitas Igaeditanorum) romana, Egitânia dos Suevos e Visigodos, Eydaiá dos Muçulmanos, a dezoito quilómetros de distância.
Castelo de Longroiva

À época da Reconquista cristã da Península Ibérica, esta povoação e o seu castelo encontram-se relacionados entre os domínios legados ao Mosteiro de Guimarães, em testamento, por Flâmula Rodrigues, sobrinha de Mumadona Dias (960). Os estudiosos associam esta doação a uma acção de repovoamento encetada pelo pai da doadora, Rodrigo Tedoniz, acreditando remontar a esta fase a primitiva feição do castelo.
Após a reconquista definitiva das terras da Beira por Fernando Magno, o inventário dos bens do Mosteiro de Guimarães, no ano de 1059, relaciona o Castelo de Longroiva. Estes domínios integraram os do Condado Portucalense, e consequentemente os do reino emancipado de Portugal. Neste período, ocorreu um expressivo surto de povoamento na região, atribuído a D. Egas Gosendes de Baião, que se acredita tenha outorgado uma Carta de Foral a Longroiva desde 1126, e posteriormente, a Fernão Mendes de Bragança (esposo da infanta Sancha Henriques e, portanto, cunhado de D. Afonso Henriques), que teria doado estes domínios de Longroiva à Ordem do Templo (1145), sendo Mestre, Hugo Martonio (ou Hugo Martins, em português). É a esta, sob a orientação do Mestre Gualdim Pais, que se deve a actual feição do castelo (1176).
D. Dinis (1279-1325) concedeu foral à vila, e, em 1304, mandou fazer alguns reparos no castelo. Ainda no seu reinado, diante da extinção da Ordem, os domínios da povoação e o seu castelo foram incorporados no património da Ordem de Cristo (1319).
Castelo de Mogadouro

A época da Reconquista cristã da Península Ibérica, e desde a fundação da nacionalidade portuguesa, a região de Miranda do Douro foi palco de numerosas batalhas, vindo os castelos de Mogadouro e Penas Róias, juntamente com os de Algoso, Miranda do Douro, Outeiro de Miranda e Vimioso a integrar a primeira linha de defesa do Nordeste de Portugal, controlando a antiga Estrada Mourisca.
A constituição do reino de Portugal tinha determinado a defesa activa da capital, Coimbra. Para esta tarefa, D. Afonso Henriques (1112-1185) recorreu aos cavaleiros da Ordem do Templo, a quem incumbiu da protecção dos acessos a Sul e a Leste do rio Mondego. Para esse fim, em 1145, a Ordem recebeu os domínios de várias localidades transmontanas, como Mogadouro e Penas Róias. Anos depois, o seu património fundiário estendeu-se à Beira Baixa, com a doação de Idanha-a-Velha e Monsanto.
O Castelo de Mogadouro foi erguido neste contexto, de 1160 a 1165. Visando incrementar o povoamento e defesa da região, o rei D. Afonso III (1248-1279) passou Carta de Foral à vila (27 de Dezembro de 1272), título confirmado no ano seguinte (Santarém, 18 de Dezembro de 1273), ampliado com algumas disposições e então comum a Penas Róias.
Castelo de Montalvão

Castelo terrestre da época medieval, construído no Século XII / XIII, pela Ordem do Templo, para defesa da fronteira leste de Portugal, articulando-se com outros castelos da Beira e do Alto Alentejo, interligados por várias atalaias, recebendo pequenas reformas no séc. 17, durante a Guerra da Restauração.
Edificado num sítio privilegiado e dominante, apresenta planta ovalada de recorte côncavo a sudoeste, composta por muralhas e dois cubelos quadrangulares, bastante salientes, dispostos a norte e a sul, com paramentos aprumados, em alvenaria de xisto, com alguns troços em espinha, correspondendo aos vestígios mais antigos, de silhares ciclópicos nos cunhais e sem remate.
Ao longo de todos os muros exteriores verifica-se o uso de possante alambor, formando rampa pétrea, só interrompida na face da porta, à semelhança do construído no Castelo de Tomar, casa mãe da Ordem do Templo, ainda que aí numa escala mais extensa. Apesar da importância estratégica na época Medieval, visto Montalvão permitir a ligação entre o norte e o sul através da barca que ali atravessava o Tejo, é possível que o castelo nunca tenha sido concluído.
Castelo de Nisa (e cerca urbana de Nisa)

Quando da sucessão de D. Afonso III (1248-1279), contestando D. Afonso Sanches os títulos do seu irmão mais velho, D. Dinis (1279-1325), iniciou o reforço das fortificações dos seus domínios no Castelo de Vide (1280), contra a vontade do soberano. D. Afonso insistiu, requisitando o auxílio das gentes das vilas da região, entre as quais as de Nisa, que se escusaram, acatando a vontade de D. Dinis. Como retaliação, as forças de D. Afonso invadiram a vila que se recusava a apoiá-lo, incendiando e saqueando as casas, arrasando o castelo e matando muitos habitantes.
Solucionada a crise sucessória, à vista das ruínas da vila, D. Dinis, em demonstração de apreço aos seus leais habitantes, determinou reerguer a vila num lugar próximo e para aí transferir o nome e a categoria municipal (1290). Com o passar dos séculos fixou-se a toponímia Nisa em oposição a Nisa-a-Velha. A vila e o seu castelo tiveram as suas obras a cargo dos cavaleiros da Ordem do Templo, sob a direcção do seu Mestre à época, D. Lourenço Martins. Os trabalhos estariam concluídos seis anos mais tarde (1296). Com a extinção da Ordem, os seus domínios passaram para a Ordem de Cristo (1319).
O seu filho e sucessor, D. Afonso IV (1325-1347), ordenou que as vilas de Castelo Branco e de Nisa erguessem novas muralhas, sendo as obras custeadas com o produto da sisa sobre os cereais, os vinhos, a carne, as sobras dos fundos dos hospitais e gafarias e dos resíduos dos testamentos, tudo da Ordem, até ao montante de 600 libras. Iniciou-se assim, a partir de 1343, a cerca da vila de Nisa.
Castelo de Ozêzere / Castelo do Zêzere
À época da Reconquista cristã da Península Ibérica, no contexto da conquista de Santarém e de Lisboa (1147), a região foi dominada pelas forças de no reinado de D. Afonso Henriques (1112-1185). Como recompensa pelo auxílio nessa campanha, o soberano fez extensa doação de terras na região à Ordem do Templo, na pessoa de seu Mestre em Portugal, D. Gualdim Pais (1159), com a responsabilidade da defesa da chamada Linha do Tejo. Para esse fim, foi erguida uma linha de fortificações compreendendo, além deste, os castelos de Almourol, Idanha, Monsanto, Pombal e Tomar, seus contemporâneos.
Visando atrair povoadores para esta povoação e freguesia de Santa Maria do Zêzere, sua primitiva denominação, a Ordem outorgou-lhe Carta de Foral em 1174, datando possivelmente deste período a edificação do castelo.
O castelo localizava-se entre a vila e a primitiva Igreja Matriz. Pay de Pelle constituiu-se em Comenda da Ordem do Templo até 1311. Com a extinção da Ordem, o seu património em Portugal foi transferido para a Ordem de Cristo, constituindo-se em Comenda desta Ordem entre 1319 e 1843, quando da extinção das ordens religiosas no país.
Castelo (e cerca urbana de Penamacor)

À época da Reconquista cristã da Península Ibérica, os domínios de Penamacor foram conquistados por D. Sancho I (1185-1211), que os doou à Ordem do Templo, na pessoa do seu Mestre no país, D. Gualdim Pais (1189). Visando o seu repovoamento, uma década mais tarde o soberano concedeu-lhe Carta de Foral (1199), ratificado em 1209. Datará possivelmente dessa época o início da edificação do castelo. Recentes pesquisas arqueológicas no Cimo da Vila (2003) ainda não confirmam uma ocupação anterior.
Diante do progresso do seu povoamento, D. Afonso III (1248-1279) instituiu aí uma feira anual (1262), atribuindo-se a seu filho e sucessor, D. Dinis (1279-1325), a construção de uma segunda cintura de muralhas no castelo, bem como o início da torre de menagem e da cerca da vila (c. 1300). Não foram identificadas informações sobre o senhorio dos seus domínios diante da extinção da Ordem, nesse reinado.
Posteriormente, sob o reinado de D. Fernando (1367-1383), foi iniciada uma barbacã para complemento da defesa do castelo, obra concluída sob D. João I (1385-1433). Durante a crise de 1383-1385, a vila e o seu castelo tomaram o partido pelo Mestre de Avis.
Castelo de Penas Roias

O castelo de Penas Roias é uma fortaleza medieval que foi pertença dos Templários, mas que actualmente se resume a pouco mais que uma torre alcantilada, de planta quadrangular com 5 metros de lado, de aparelho simples à base de xisto quartzítico misturado com argamassa. A cantaria predomina nas janelas existentes a sul e a este. A porta situa-se a oeste, a cerca de seis metros de altura, e é igualmente feita de cantaria. A estrutura frágil da torre não permite o acesso à mesma. Perto dela existe uma pequena torre circular com uma base em talude de execução recente.
Antigo castelo da Ordem dos Templários na região de Trás os Montes e Alto Douro, integrava, à época da constituição da nacionalidade portuguesa, juntamente com os de Algoso, Mogadouro, Miranda do Douro, Vimioso e Bragança, o chamado núcleo duro do Nordeste transmontano.
Compreendido na Área Turístico-Promocional de Montanhas, dele se contempla a Igreja Matriz de Santa Maria de Azinhoso e, ao longe, Mogadouro.
Com a cerca da vila de há muito desaparecida, o castelo encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto publicado em 20 de Março de 1945.
Castelo de Penha Garcia

À época da Reconquista cristã da Península Ibérica, admite-se que o castelo medieval tenha sido iniciado por D. Sancho I, dentro da política de fortificação que desenvolveu na Beira, diante das ameaças representadas pelo Reino de Leão a Leste, e dos Muçulmanos, a Sul.
Os domínio de Penha Garcia e o seu castelo foram doados em 1220, por D. Afonso II (1211-1223), à Ordem de Santiago, para que os povoasse e os defendesse.
Penha Garcia recebeu Carta de Foral, passada por D. Afonso III (1248-1279), em 31 de Outubro de 1256. Esse documento assegurada aos moradores de Penha Garcia o foro, usos e costumes de Penamacor.
D. Dinis (1279-1325) doou os domínios da vila e o seu castelo, em 1303, para a Ordem do Templo, na pessoa do seu Mestre no país à época, Vasco Fernandes. Diante da extinção da Ordem, estes passaram então para a Ordem de Cristo.
No século XVI, com a integração das ordens militares à Coroa, voltou novamente à posse régia. Encontra-se retratado por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509), tendo a vila recebido Foral Novo passado por D. Manuel I (1495-1521) em Santarém, a 1 de Junho de 1510.
Castelo de Pombal

Embora a data precisa de construção do castelo seja desconhecida, os estudiosos admitem que terá ocorrido juntamente com outros, à época da Reconquista cristã, no século XII, durante o reinado de D. Afonso Henriques (1112-1185), num período entre 1159, data do Foral da Redinha – que compreende cláusula de pagar-se o aforamento como o das terras de Pombal (“per forum terrae palumbarii“) -, e 1171 (“era de 1209”), conforme inscrição epigráfica dessa data em Almourol, que refere a construção de uma série de castelos, entre os quais o de Pombal, por Gualdim Pais, (filho de Paio Ramires) então Mestre da Ordem do Templo em Portugal.
Efectivamente o Castelo de Pombal obedece às mesmas linhas arquitectónicas características dos templários, presentes não só no de Almourol, mas ainda nos de Idanha, Monsanto, Tomar e Zêzere, seus contemporâneos. A função deste conjunto era a de prover a defesa e o povoamento destas terras, ao sul do rio Mondego, confiadas à Ordem. O próprio Gualdim Pais outorgou Carta de Foral a Pombal, em 1174, povoação que se desenvolveu na encosta Sul do morro do castelo, onde se encontravam o portão principal e as igrejas de Santa Maria do Castelo e de São Pedro, esta última hoje demolida.
Embora historicamente não tenha estado directamente envolvido em campanhas maiores, terá estado em alerta quando da contra-ofensiva muçulmana que, em 1171, atacou Santarém e, atravessando a região do Alto Alentejo, assolou Coruche e Abrantes (1179), a de 1184, que de novo teve como alvo Santarém, e a de 1190, que atacou Tomar e arrasou Leiria.
Sob o reinado de D. Dinis (1279-1325), diante da extinção da Ordem do Templo pelo Papa (1311-1312), o soberano procedeu a transferência do património da Ordem no país para a Ordem de Cristo (1317). Pombal e o seu castelo foram o palco das pazes entre o soberano e seu filho D. Afonso, celebradas na Igreja de São Martinho (1323).
Castelo de Proença-a-Velha
No contexto da Reconquista cristã da península Ibérica, à época da formação da nacionalidade, D. Afonso Henriques doou à Ordem do Templo, os domínios de Idanha e Monsanto, com todo o território compreendido entre os rios Erges, Tejo e Zêzere (onde se localiza Proença-a-Velha), ao final de 1165.
O Mestre da Ordem, D. Pedro Alvites, com o beneplácito de Afonso II de Portugal, em 1218 outorga o foral a Proença-a-Velha, para a restaurar e repovoar:
“Ego fraire domnus Petrus Aluitiz per grasia dei magister de caualaria de templo (…) uolumus restaurare atque populare uilla de prohencia“.
O Tombo da Comenda da Ordem de Cristo (1505) fornece-nos a descrição, com algum detalhe, do castelo da vila de Proença:
“Tem a dita Vila de Proença um castelo cercado de uma cava e duas cercas, a saber, uma barbacã de pedra e barro derribada por partes e um muro largo e forte de canto lavrado armado em redor de alvenaria de pedra e barro. O portal da entrada da dita barbacã está agora derribado e à entrada da cerca está logo um portal de pedraria forte e sobre ele as armas d’el-rei e a cruz da Ordem esculpidas em pedra e tem boas portas fechadas.
.
Junto com este portal, que é da parte da vila contra o poente, está um cubelo pequeno mais alto que o muro, ameiado e bem corrigido e está contra o norte. E da outra parte do portal contra o sul, pegado ao dito muro, por mandado d’el-rei nosso senhor se faz agora uma torre de menagem, e já tem feito grande parte dos alicerces de cantaria mui bem lavrada“.
A mesma fonte refere que a igreja, tal como a Misericórdia, ficavam no exterior das muralhas: “Fora desta cerca contra o norte está uma igreja (…)”.
Coligido por António Jorge
Fontes
- Wikipedia
- Castelos de Portugal
- Páginas das diversas Câmaras Municipais
- Página Monumentos.pt
- Outras páginas na Internet


