Relação o mais exaustiva possível dos Castelos que estiveram na posse ou de alguma forma se relacionaram com a Ordem do Templo, ordenada alfabeticamente (Parte II).
Castelo de Ródão / Castelo do Rei Vamba

Embora a sua primitiva edificação seja tradicionalmente atribuída ao rei visigótico Vamba (r. 672–680), autores mais modernos acreditam que a estrutura possa remontar a uma atalaia da época da Invasão muçulmana da Península Ibérica.
À época da Reconquista cristã da Península Ibérica, no contexto da afirmação da Independência de Portugal, no Século XII, esta estrutura foi reedificada, provavelmente por elementos da Ordem do Templo, a mesma época em que foi erguida uma pequena Capela sob a invocação de Nossa Senhora.
A torre atalaia remanescente terá sido erguida, nos Séculos XII a XIII, por indicação dos Templários. A poucos metros encontra-se o templo de Nossa Senhora do Castelo.
Enquanto construção para fins militares, deve ser considerada uma torre de vigia, embora mais complexa que o comum destas estruturas. Durante a Reconquista Cristã, teria como principais funções a vigilância da linha de fronteira do Tejo das incursões muçulmanas provenientes do sul.
Castelo de Salvaterra do Extremo

À época da Reconquista cristã da Península Ibérica, D. Afonso Henriques (1112-1185) teria determinado a edificação do castelo.
Situada nos confins orientais do concelho de Idanha-a-Nova, Salvaterra do Extremo foi primitivamente designada como Salvaterra da Beira.
As origens da povoação remontam aos inícios do Século XIII. Em 1229 recebeu foral de D. Sancho II. A sua primeira fortificação pode ter sido construída nessa altura, com patrocínio ou intervenção directa dos Templários.
A assinatura do Tratado de Alcanices, em 1297, definiu a fronteira luso-castelhana e a coroa empenhou-se num programa de restauro e de novas fortificações para assegurar a fronteira negociada. Foi neste contexto que Salvaterra do Extremo assumiu importância estratégica local. Por iniciativa régia, foi construído um castelo, de invulgar traçado circular, bem defendido por torres e munido de forte torre de menagem
Castelo de Segura / Fortaleza de Segura

As origens da fortificação raiana de Segura são obscuras, a povoação apenas sendo mencionada nos primeiros anos da monarquia portuguesa. Entretanto, a sua posse definitiva, pela Coroa de Portugal, só se efectivou em 1282.
A primeira referência sobre o castelo data do reinado de D. Dinis (1279-1325), quando, em 20 de Agosto de 1299, o soberano isentou os seus moradores dos impostos tradicionalmente pagos em Salvaterra do Extremo, com a condição de estes construírem um castelo. Vinte anos mais tarde, o monarca doou os domínios da vila e seu castelo à Ordem de Cristo, que aqui instituiu uma comenda, prova de que, nesta fase, Segura já se constituía em um expressivo centro regional.
Castelo de Soure

Na ausência de informações documentais, discute-se a primitiva fortificação de Soure, erguida à época das lutas da Reconquista cristã: alguns pretendem atribuí-la aos Muçulmanos, por volta do Século IX, parecendo mais certo datá-la algum momento do Século X, entre 1064 e 1111. Os defensores da primeira data atribuem-na ao Conde Sesnando Davides, a quem Fernando Magno entregou o governo da região após a conquista de Coimbra em 1064.
Os defensores da segunda argumentam que integrante dos domínios do Condado Portucalense, visando incentivar o seu povoamento e defesa, o Conde D. Henrique outorgou foral à povoação (1111), iniciando-lhe a defesa casteleira. Há consenso, entretanto, de que o castelo foi erguido às pressas, conforme testemunha o aparelho de seus muros, aproveitando-se dos restos de construções de épocas anteriores, tendo sofrido, em diversas ocasiões, o assalto de forças muçulmanas, não raros na região cuja posse só foi definitivamente assegurada para os cristãos após a conquista de Santarém em 1147, por D. Afonso Henriques (1139-1185).
A medida povoadora do Conde D. Henrique não surtiu maior efeito, uma vez que, em 1116, uma grande ofensiva muçulmana, visando retomar a região de Coimbra, afugentou a população de Soure, que, incendiando a povoação atrás de si, acorreu a refugiar-se em Coimbra. Reza a tradição local que a povoação abandonada tornou-se a partir de então em um antro de feras.
Uma nova iniciativa para o repovoamento de Soure registou-se quando a condessa Teresa de Leão, já viúva, doou os castelos de Soure, Santa Eulália e Quiaios ao conde Fernão Peres de Trava, por permuta com o de Avô (1122). Nesse período, a defesa dos domínios da Vila Nova de Soure e seu castelo foram confiados a Gonçalo Gonçalves, um fidalgo de Viseu, que se destacaria na conquista de Santarém (1147).
Mais tarde, em 19 de Março de 1128, a condessa D. Teresa concedeu à Ordem do Templo o Castelo de Soure e todas as terras entre Coimbra e Leiria, vindo a constituir nele a sede da Ordem em Portugal, anteriormente em Fonte Arcada (no Minho, Douro ou na Beira).
Este acto foi confirmado no ano seguinte pelo seu filho, então ainda Infante D. Afonso:
“(…) esta doação faço, não por mando, ou persuação de alguém, (…) e porque em a vossa Irmandade sou Irmão (…). Eu o Infante D. Afonso com a minha própria mão roboro esta carta.”
(excerto da carta de doação de Soure por D. Afonso Henriques à Ordem do Templo, 13 de Março de 1129).
A acção de expansão dos Templários, entretanto, seria interrompida por uma nova contra-ofensiva muçulmana que, em 1144, tomou Soure, matando ou levando prisioneiros para Santarém muitos dos seus habitantes.
Com a extinção da Ordem, os domínios de Soure e seu castelo passam para a Ordem de Cristo, através de Bula papal de 14 de Março de 1319, constituindo-se de imediato como cabeça de comenda.
Castelo de Tomar

Afirmando-se imperativa a operação de uma fortificação destinada a complementar a linha defensiva do acesso por Santarém à então capital, Coimbra, ao fim de um ano no arruinado Castelo de Cera, o Mestre da Ordem do Templo em Portugal, D. Gualdim Pais, filho de Paio Ramires, decidiu-se pela construção de um novo castelo, em local mais adequado, e que viria a tornar-se a sede da Ordem no país.
Não se sabe com certeza qual a razão que levou à opção por Tomar, em lugar da reforma do castelo de Cera. Alguns estudiosos afirmam que o novo sítio, num outeiro na margem direita do rio Tomar (actual Nabão), dominando uma planície, era estrategicamente mais vantajoso. Outros argumentam que o sítio foi escolhido considerando a sua posição na linha que, em relação ao Meridiano de Paris, forma um ângulo de 34°, comum nos projectos arquitectónicos da Ordem, correspondente à diagonal da relação de 2/3 observada na constelação de Gémeos, um dos símbolos Templários.
De qualquer modo, a construção do Castelo de Tomar iniciou-se em 1 de Março de 1160, conforme inscrição epigráfica nos seus muros. Na mesma época, iniciou-se a construção da Charola, posteriormente adaptada a Capela-mor, uma das edificações templárias mais importantes no Ocidente.
Diante do compromisso de promover o povoamento da região, D. Gualdim Pais concedeu o primeiro foral ao termo de Tomar já em 1162, documento posteriormente confirmado em 1174. Em 1165, a Ordem recebeu ainda os domínios de Idanha e de Monsanto, sendo-lhe prometido, em 1169, um terço das terras que viessem a conquistar ao Sul do rio Tejo. No ano seguinte (1170), a chamada Linha do Tejo era reforçada com a construção do Castelo de Almourol.
Duas décadas mais tarde, sob o reinado de D. Sancho I (1185-1211) a contra-ofensiva do Califado Almóada de 1190 sob o comando do califa Iacube Almançor, após reconquistar o Castelo de Silves e o Algarve, avançou para o Norte conquistando, sucessivamente, os castelos de Alcácer do Sal, Palmela e Almada (1190-1191). Transpôs em seguida a Linha do Tejo, cercando Santarém, destruindo Torres Novas e Abrantes até alcançar Tomar, que, sob sucessivos assaltos, resistiu durante seis dias defendida pelos Templários, quebrando o ímpeto do invasor. Nesta ocasião, os mouros forçaram a porta do Sul e penetraram na cerca exterior. A defesa dos Templários foi de tal forma encarniçada que a porta de assalto ficou conhecida como Porta do Sangue.
Diante da extinção da Ordem pelo Papa Clemente V (1312), o rei D. Dinis (1279-1325) acautelou a posse dos bens dela no reino. Para melhor os administrar, criou a Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo (1321), inicialmente com sede em Castro Marim, no Algarve, transferindo para ela o património da antiga Ordem. Poucos anos mais tarde, a sede da nova ordem foi transferida para Tomar (c. 1338).
O Infante D. Henrique, na qualidade de Governador da Ordem de Cristo, terá tido residência no Castelo de Tomar. Posteriormente, o castelo foi objecto da atenção de D. Manuel (1495-1521) e de D. João III (1521-1557) através de obras de restauração e reforço, quando foi ampliado o Convento de Cristo. Por ordem do primeiro, a população intra-muros foi obrigada a se transferir para a vila, junto ao rio (1499); posteriormente, na primeira metade do Século XVI, os Paços da Rainha foram ampliados, desenvolvendo-se as obras no sentido setentrional, entre a Charola e a Alcáçova.
Castelo de Vila do Touro

O Castelo de Vila do Touro localiza-se na povoação e freguesia de mesmo nome, concelho do Sabugal, distrito da Guarda, em Portugal. No alto de uma elevação sobranceira ao vale da ribeira do Boi, no ponto de sua confluência com o rio Côa, é um dos cinco castelos erguidos no Concelho, além dos de Alfaiates, Vilar Maior, Sabugal e Sortelha.
O domínio visual da paisagem que se tem do cimo do morro, permite elegê-lo como um excelente ponto estratégico de controlo da região de Riba Côa, nomeadamente das terras para leste do rio Côa, mantendo também um eficaz contacto visual com o castelo da Guarda, a noroeste. Durante a reconquista e repovoamento deste território, a região foi sujeita a processos de reordenamento, por necessidades de defesa perante a instabilidade da linha fronteiriça com Leão. Neste contexto, emergem as fortificações de Vila do Touro e de Castelo Mendo.
Com a assinatura do Tratado de Alcanizes com Castela e Leão, por D. Dinis (1297), Vila do Touro deixa de ter cariz fronteiriço, perde a sua importância estratégica e a lenta construção da fortificação de Vila do Touro foi interrompida, tal como aconteceu em Caria Talaia. Actualmente, a construção militar encontra-se reduzida praticamente a dois troços de pano de muralhas, encavalitados entre as penedias e desguarnecidos de ameias.
Castelo do Rosmaninhal

À época da Reconquista cristã da Península Ibérica, os domínios do Rosmaninhal, assim como o de outras povoações da raia (Segura, Monsanto, Idanha-a-Velha, Salvaterra do Extremo e toda a região entre o rio Zêzere e o rio Erges) passaram a pertencer aos cristãos, integrando os domínios do Condado Portucalense. Com a Independência de Portugal, a área do Rosmaninhal encontrava-se compreendida nos domínios de Idanha-a-Velha e Monsanto, doados aos cavaleiros da Ordem do Templo em 30 de Novembro de 1165, para que os repovoassem e defendessem.
Embora não haja informações seguras acerca da fortificação de Rosmaninhal, acredita-se que tenha sido iniciada sob o reinado de D. Sancho II (1223-1248), provavelmente a partir de 1229, ano em que foram passados tanto o foral de Idanha-a-Velha, quanto o de Salvaterra do Extremo.
À época de D. Dinis, em documento integrante de um processo contra a Ordem do Templo, encontra-se referido o Castelo do Rosmaninhal, cujos domínios, a partir de 1319, passaram para a Ordem de Cristo. Eram seus comendadores e Alcaides-Mor os marqueses de Fronteira. A partir de então, a povoação conheceu um novo alento de tal forma que, à época de D. Manuel I (1495-1521) recebeu o seu primeiro e único foral, a 1 de Junho de 1510. Neste período o castelo já se encontrava desaparecido, uma vez que no Tombo da Comenda da Ordem de Cristo do Ano de 1505 do Rosmaninhal, a Leste da Igreja de Nossa Senhora, numa elevação onde à época existiam alicerces de parede com um arco ainda levantado, constava ter sido feito um castelo da vila.
Castelo e cerca urbana de Castelo Branco

O Castelo de Castelo Branco, é um castelo medieval português na freguesia de Castelo Branco, no concelho do mesmo nome, no distrito Centro de Castelo Branco. Conhecido localmente como Castelo dos Templários, o castelo românico foi construído sob as ordens de D. Afonso II de Portugal em 1214.
Em 1165, o território da que viria a ser Castelo Branco foi conquistado aos mouros e doado aos Cavaleiros Templários, que então dominavam Vila Franca da Cardosa. Por volta de 1198, D. Sancho reviu a doação para que metade das terras de Castelo Branco passassem para o domínio de Fernando Sanches. Seguindo o modelo de Ávila / Évora, foi emitido um foral em 1213. No ano seguinte Cardosa foi doada à Ordem do Templo, o que está confirmado numa bula papal emitida por Inocência III (em 1245) onde, por pela primeira vez, apareceu o nome de Castelo Branco.
A primeira muralha de fortificação foi construída pelos Cavaleiros Templários entre 1214 e 1230, estendendo assim a sua linha defensiva com Tomar, Monsanto, Zêzere, Almourol e Pombal. Em determinado momento, D. Simeão Mendes, Mestre dos Cavaleiros Templários, mandou construir um palácio para os seus comandantes cavaleiros.
No final do Século XIII, durante o reinado de D. Denis, o castelo incluía quatro portas: a Porta Dourada, a Porta de Santiago, a Porta dos Traidores e a Porta Pelame. Em meados desse Século foi construída uma segunda linha de muralhas que resultou na existência de sete portas, em vez das três estruturas primitivas. Em algum momento deste período foi executada a construção da torre de menagem, que estava adossada à muralha, suportada por impostos sobre cereais em grão, vinho, carne, sobras hospitalares, garrafas e fundos residuais de testamentos públicos até cerca de 600 libras.
Castelo e Muralhas de Monsanto

À época da Reconquista cristão da Península Ibérica, D. Afonso Henriques (1112-1185) assenhoreou-se desta região, onde se estabeleceu a fronteira com o Reino de Leão e com o Califado Almóada. Para guardá-la, os domínios de Idanha-a-Velha e Monsanto foram doados aos cavaleiros da Ordem do Templo com a responsabilidade de os repovoar e defender:
“Afonso, notável rei dos Portugueses” (Portugalensis Rex)”, filho de Henrique e da Rainha D. Teresa e neto do grande e ilustríssimo Imperador de Espanha, por nós ao mestre Galdino e a todos os Irmãos da Ordem do Templo que estão no meu reino, faço uma vasta e fortíssima doação da região da Idanha[-a-Velha] e de Monsanto com os limites: Seguindo o curso da água do rio Erges e entre o meu reino e o de ‘Legiones’ até entrar no [rio] Tejo e da outra parte seguindo o curso da água do [rio] Zêzere que igualmente entra no Tejo (…).”
(Carta de Doação, em 30 de Novembro de 1165.)
É atribuída a este período a construção do Castelo de Monsanto, sob a orientação do Mestre da Ordem, D. Gualdim Pais, envolvido por muralhas semelhantes às que ainda podemos observar nos Castelo de Almourol, Castelo de Pombal ou Castelo de Tomar, seus contemporâneos.
O facto é que no caso de Monsanto a doação durou pouco, uma vez que o soberano, em 1172, fez doação desses domínios e do seu castelo à Ordem de Santiago (“facio cartam donationis de castello meo proprio quad dicitur Mons Sanctus“). O castelo, identificado com a povoação, é novamente referido na Carta de Foral, passada pelo soberano em 1174. Este diploma foi confirmado pelo seu filho e sucessor, D. Sancho I (1185-1211), e por D. Afonso II (1211-1223), em 1217.
Atribui-se à acção de D. Dinis (1279-1325) a reconstrução e ampliação das suas defesas.
Muralhas e Torre de Menagem de Idanha-a-Velha

As muralhas de Idanha-a-Velha estão ainda conservadas em toda a sua extensão. Têm um perímetro de 754 metros. Em alguns lanços têm 5,60 metros altura por 3,20 metros de largura. Não se conhecem documentos conclusivos que permitam, com segurança, determinar a época em que foi erguida. Arqueólogos como Jorge de Alarcão apontam a construção desta muralha para o Século IV. Esta hipótese parece plausível, tendo em conta a conjugação de aspectos como o contexto político-militar do Império Romano nesse Século, a comparação com outras muralhas já datadas, (caso de Conímbriga), e o tipo de materiais utilizados na construção.
Em finais do Século XII ou inícios do XIII, os Templários, ao receberam a doação da Egitânia, reforçaram a muralha, preenchendo o espaço entre os silhares com todo o tipo de materiais, onde se incluíam lápides e outros elementos da arquitectura civil. No centro do espaço fortificado, ficava a Torre de Menagem, construída sobre o podium do Templo Romano de Vénus.
Paço dos Comendadores da Ega / Paço da Ordem de Cristo

O Paço dos Comendadores da Ega, Paço da Ordem de Cristo, Palácio dos Comendadores ou Paço da Ega situa-se no Casal da Vila, na Ega, no ponto mais elevado da povoação, beneficiando de uma visão panorâmica que se prolonga por vários quilómetros e que permite captar a diversidade cromática e a riqueza das suas terras.
Onde hoje se situa o Paço dos Comendadores, terá existido uma fortificação de povos que facilmente terão percebido a importância estratégica daquela localização. No entanto, o primeiro documento histórico que refere o castelo da Ega é a carta de doação de Dona Teresa à Ordem do Templo. Em obediência às condições de doação das terras, os Templários terão edificado (ou reedificado) um castelo defensivo em finais do Século XII, inícios do XIII.
Com a extinção da Ordem do Templo, as terras da Ega passam para a alçada da Ordem de Cristo, constituindo-se então como sede de Comenda.
Paço dos Comendadores de Redinha
Paço dos comendadores da Ordem de Cristo, construído no Século XVIII / XIX, sobre as estruturas de um anterior, no local onde a Ordem do Templo erguera um castelo, no Século XII. Redinha inseria-se no termo de Soure, importante zona de fronteira entre o território cristão e muçulmano, que contribuiu para a defesa da cidade de Coimbra, doado à Ordem do Templo, em 1128.
É possível que nessa data já ali existisse uma fortificação, visto ser referida por crónicas árabes mas, segundo as Inquirições de finais do Século, o território da Redinha estaria inculto na época, tendo recebido, em 1159, foral como incentivo e fixação de população, o primeiro a ser atribuído pela Ordem. Os Templários ali constroem ou reconstroem um castelo, formado por recinto muralhado simples que, com a perda de importância estratégica, rapidamente fica em ruínas e desaparece, já não subsistindo vestígios materiais aquando da visitação de 1508. Contudo, a morfologia do núcleo habitacional entre o paço e a Igreja Paroquial, de perfil arredondado, poderá apontar para a planimetria inicial do castelo medieval, que persistiria no cerrado da Ordem de Cristo, referido na visitação, e que só seria ocupado por habitações em época mais recente.
Quinta da Cardiga

A doação da Quinta da Cardiga à Ordem do Templo foi efectuada em 1169 por D. Afonso Henriques, para arroteamento e cultivo. Extinta esta Ordem, passou para o domínio da Ordem de Cristo, que aí edificou uma granja de veraneio (c. 1540-1542). O projecto do conjunto da quinta (incluindo o palacete, o celeiro, a capela e o claustro), é atribuído à traça do arquitecto João de Castilho.
Torre da Murta / Torre do Langalhão

Atalaia construída na época Medieval, mas possuindo as paredes destruídas já em 1159, aquando da doação do território à Ordem do Templo, conforme referido pelo Mestre D. Gualdim Pais, tendo posteriormente sido reconstruída pelos Templários e depois ampliada com outras dependências. Construída em local estratégico, junto à via que ia de Tomar para Cabaços, desconhece-se a primitiva estrutura da atalaia.
Contudo, actualmente apresenta vestígios de um edifício mais complexo, composto por amplo corpo rectangular com um outro adossado, subsistindo parte de duas fachadas, dispostas perpendicularmente, de paramentos aprumados bastante possantes, rasgados por seteiras e com marcação de três pisos interiores. A ampliação deve ter ocorrido após a perda da sua importância estratégica, sendo a torre utilizada como celeiro da ampla quinta onde se insere no início do Século XV.
Torre de Dornes

Atalaia possivelmente construída no início do Século XIII, pela Ordem do Templo, sobre estruturas romanas, integrada no sistema defensivo da Ordem, tendo sido remodelada no Século XVI, para colocação dos sinos do concelho. Implantada num esporão avançado sobre o rio Zêzere, de onde se tem domínio sobre o mesmo e se desfruta magnifico panorama, apresenta planta pentagonal, uma planimetria invulgar para as torres defensivas medievais, com paramentos aprumados, evoluindo em dois pisos, rematados em friso e cornija, de feitura quinhentista. As gárgulas dispostas nos cunhais sob o remate deverão ser também desta época.
Coligido por António Jorge
Fontes
- Wikipedia
- Castelos de Portugal
- Páginas das diversas Câmaras Municipais
- Página Monumentos.pt
- Outras páginas na Internet


