Os Templários e Sintra
Após a toma de Santarém, a 15 de Março de 1147, foi instalado um cerco a Lisboa que teve início em 1 de Julho de 1147 e se prolongou por cerca de 4 meses. A cidade foi tomada aos mouros a 21 de Outubro de 1147 e a 25 de Outubro, D. Afonso Henriques entrou na cidade em “solene procissão”.
A tomada de Lisboa levou à rendição dos castelos de Sintra, Palmela e Sesimbra. Almada encontrava-se também dominada e havia uma forte presença em Santarém e Lisboa, tendo o rei anexado outros castelos no Tejo e Zêzere.

Em 1157, D. Afonso Henriques decidiu entregar a guarda da vila à Ordem do Templo. Com base num documento dirigido a D. Gualdim Pais, Grão-Mestre da referida Ordem, ficaram os Templários como primeiros donatários de Sintra. Entre as várias doações que o rei efectuou, destacam-se, para além da Mata de Almosquer, algumas courelas e azenhas, e algumas casas no centro da vila.
Os Templários terão estado instalados no centro da vila, na zona actual do Café Central, Café Paris, Calçada da Pendoa (Pendão), indo até à Quinta das Murtas, segundo a planta da 1850 que assinala aí a existência de casas do Templo; estas casas terão sido demolidas em 1910 quando se fizeram obras de remodelação urbanística interferindo com o que ainda existia da feição medieval da Vila de Sintra.

Em agradecimento pela colaboração, terão também sido doados ao Templários, entre outras propriedades, o castelo de Sintra (1151 ou 1152), e a Igreja de Santa Maria.
A Igreja de Santa Maria de Sintra
A paróquia de Santa Maria de Sintra remonta à data da fundação de Portugal, quando D. Afonso Henriques, primeiro Rei de Portugal, conquistou Sintra aos Mouros. Na altura foi construída uma igreja de pequenas dimensões, que servia a paróquia de Santa Maria, o principal arrabalde da vila.

Em 1254 foi instituída a Colegiada de Santa Maria, pelo prior Lourenço Anes, e a Igreja viria a ser reconstruída em finais do século XIII ou, mais provavelmente, em meados do século XIV, em estilo gótico. Na sequência do terramoto de 1755 que causou grandes danos à igreja, o prior Sebastião Nunes Borges procedeu à sua reconstrução (1757 a 1760), tendo modificado as fachadas e redecorado o interior.
A Comenda de Santa Maria de Sintra
Tendo sido constituída em 2021, por iniciativa do seu 1º Comendador, o Cavaleiro Manuel Furtado Mendes, desenvolve actividades em áreas tão diversas como:
- Investigação e produção de trabalhos históricos.
- Promoção do ideal Templário e da presença Templária em Sintra.
- Beneficência e apoio a pessoas carenciadas.
- Organização de visitas culturais sobre o Templarismo em Portugal.
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O número de membros da Comenda de Santa Maria de Sintra aproxima-se rapidamente da centena, pelo que está activamente ligada à criação de novas Comendas em locais onde a presença dos Templários se fez sentir.


