A 15 de Junho de 1514, Pussos recebeu foral novo dado por D. Manuel I de Portugal, tornando-se assim, Vila e sede de concelho até ao início do século XIX, designando-se à época por Vila Nova de Pussos, local exato, de acordo com o descrito no Tombo de 1614, onde se localizava o Pelourinho.
Dos documentos que vão permitindo a reconstituição da história de Pussos, é possível verificar que em 1231 o usufruto da povoação foi dado pelo Grão-Mestre da Ordem dos Templários à viúva de Estêvão Pires, Maria Pires, com a cláusula de que, por morte da usufrutuária, passaria para o Convento de Tomar.
Extinta a milícia do templo passou à Ordem de Cristo, constituindo-se assim a COMENDA DE SANTO ESTÊVÃO DE PUSSOS e anexa de Nossa Senhora da Graça de Maçãs de Caminho.
Esta Comenda teve como seu último Comendador o 1.° Visconde de Sousel, António José de Miranda Henriques da Silveira e Albuquerque Mexia Leitão Pina e Melo, que teve a mercê em 1782.
Passados vários séculos e com o intuito de reviver dinamizar o espírito templário é reconstituída, através da Carta Capitular de Consagração de 21 de novembro de 2020, a Comenda de Santo Estêvão de Pussos, momento que se justifica plenamente na medida em que é tempo de continuar a manter a tradição templária, manter viva a ligação à sociedade para que possa ser mais desenvolvida e justa, valorizar a vertente cultural, turística e humanitária e defender os mais vulneráveis, sem procurar honras e proveitos próprios.
Comenda de Pussos, 01 de fevereiro de 2021
Francisco Agostinho Maria Gomes





