Subsídios para o estudo das mulheres na Ordem do Templo

mulheres medievais

Encontramo-nos no mês da Mulher, cujo dia internacional celebramos a 8 de março. Como humanidade, preferíamos que tal efeméride não fosse necessária ser lembrada, pois era evidente a nossa evolução enquanto seres humanos. Mas tal não acontece. Vivemos dias complexos, incertos e difíceis. Se hoje as mulheres lutam por direitos e liberdades, que diremos da sua quase invisibilidade nos séculos 12, 13 e 14, plena Idade Média, em que a história era dos homens, escrita por eles e a figura feminina representava um artifício demoníaco para os seduzir e tirá-los do caminho da santidade, tal como se pode ler no Antigo Testamento [1] e em Santo Agostinho.

No que concerne ao estudo sobre a participação das Mulheres na Ordem do Templo, para Marta Respício [2] em “Os Segredos da Maçonaria e Sociedades Secretas…”, as mulheres “… só passaram a ser aceites nela muito tempo depois”, o que pomos em causa essa definição de “muito tempo” visto ser indeterminável, não identificado, nem datável e entra em contradição com outros autores estudados.

Georges Bordonove no seu livro “Les Tenpliers – Les Chevaliers du Christ[3] alude que S. Bernardo ao escrever antes de 1136 (entre 1128/29 e 1136 ?), a pedido do Mestre Hugo de Payns, o seu tratado “Do Louvor da Nova Milícia e dos Soldados do Templo – De laude novae militae ad Milites Templi “– evidencia a Regra (Régle) da Ordem: “Eles vivem juntos sem mulheres nem crianças”. No rigor da Disciplina Templária, a segunda maior pena, que era o de lhe ser retirado a um Irmão o manto, os seus cavalos e armas, se tivesse alguma intimidade com uma mulher, entre outras causas. (A este propósito, a maior pena, seria perder a casa que é o mesmo que a expulsão para sempre da Ordem, resultante da prática de sodomia, revelar assuntos do capítulo ou matar um cristão ou cristã, por exemplo, com obrigação de se ir enclausurar na Ordem dos Cistercienses para experimentar salvar a sua alma).

Em a “Maldição dos Templários” [4] de Evelyn Lord, também podemos ler que as regras templárias traçadas para os Cavaleiros Templários no Concílio de Troyes (14 janeiro de 1128/29 ?) [5] “ … abordam pormenorizadamente a vida da Ordem dos Cavaleiros Templários. Descrevem quem podia juntar-se a eles: o acesso era limitado aos homens livres e a adultos do sexo masculino. Estavam excluídos os servos da gleba e as mulheres, mas havia homens casados que o poderiam fazer, desde que as respetivas mulheres estivessem mortas ou num convento, ou então, poderiam tornar-se membros associados por um período de tempo determinado. Desde o início, a Ordem destinava-se a membros da elite da sociedade, sobretudo à nobreza de segunda linha, e, era concebida como sendo uma instituição totalmente masculina”.

A situação de dependência e subalternização da mulher veiculada pela Igreja Católica ao longo dos séculos, contraria a ideia, principalmente a dos primórdios do cristianismo e referente a Maria Madalena, como uma mulher apóstola, livre, rica, que sustentava os seguidores de Jesus, seu amigo ou esposo, como nos transmitem alguns autores, nomeadamente Lynn Picknett e Clive Prince, no seu livro O Segredo dos Templários [6]. Embora isso não invalide o reconhecimento de que as seguidoras de Jesus tinham demonstrado mais lealdade do que os homens, como é referido pelo Papa João Paulo II na sua encíclica de 1987, Mulieris dignitatem, embora afirmando de seguida que Jesus chamou “apenas homens” como seus apóstolos [7]. Ou até mesmo Bernardo de Claraval ao determinar “que a mãe de Jesus fosse a Chefe da Ordem dos Templários, sendo João Batista o seu Patrono” [8], tal como nos diz José Manuel Anes em Caminhos do Esoterismo Ocidental.

Os mesmos autores, no livro citado, O Segredo dos Templários, invocam que, nas suas investigações na região de Languedoc, Roussillon, France, “… os Templários preocupavam-se com todo o conceito de Feminino – uma ideia que pode parecer estar em grave discordância com a sua imagem de guerreiros. Mas tal como Georges Kiess e Nicole Dawe [9]  descobriram, a Ordem do Templo incluía mulheres. Nos primeiros anos da sua existência, muitas mulheres fizeram o juramento da Ordem, embora tenham permanecido como membros leigos do Templo. Embora não exista qualquer sugestão da existência de um enclave secreto de rainhas guerreiras no seio da Ordem do Templo,  tal como Michel Baigent e Richard Leigh observam em The Temple and the Lodge(1989): [10] “… um relato de finais do séc. XII em Inglaterra fala de uma mulher ter sido recebida no Templo como Irmã, o que parece implicar muito claramente a existência de algum tipo de ala feminina ou coadjuvante à Ordem. Mas nunca foi encontrada qualquer elaboração ou clarificação sobre este tema. Mesmo a informação que pudesse ter estado contida nos registos oficiais da Inquisição desapareceu há muito ou foi suprimida…”. Mas Georges Kiess [11] e Nicole Dawe “… são mais enfáticos: Se recuarmos aos documentos do séc. XII, existem múltiplos exemplos de mulheres que aderiram à Ordem, certamente no seu primeiro século. Quem se lhes juntasse tinha de fazer juramento de entregar “a minha casa, as minhas terras e o meu corpo e alma à Ordem do Templo”.  No fim destes documentos, vemos nomes de mulheres e de homens, e temos frequentemente a filiação de casais – pelo que as mulheres devem ter feito também o juramento. Estes documentos encontram-se sobretudo na região do Languedoc e há exemplos suficientes para demonstrar que, a determinada altura, deve ter havido um grande número de mulheres envolvidas. Realçam também que as regras foram posteriormente alteradas, sendo que os Templários estiveram especificamente proibidos de aceitar mulheres – com a implicação de que, até esse momento, tinham vindo a fazê-lo”. Face a esta alteração não ser muito conhecida do público, os autores referem que “…muita da informação foi intencionalmente descartada”.

Das leituras que realizámos dos diversos autores, elas seriam freiras, se fizessem o voto de castidade, pobreza e obediência, mas outras não. Também, à semelhança de outras ordens religiosas e militares, como a Ordem do Hospital, as mulheres ligavam-se às mesmas não só por razões religiosas, espirituais e penitenciais, mas igualmente por razões sociais e económicas, isto é, de segurança, proteção física e sobrevivência, se solteiras e viúvas ou até separadas dos seus maridos (entretanto freires), tornando-se leigas (laicas, não ordenadas), fratrissas (freiras) e donatas (doadoras de bens, leigas com hábito que serviam no convento). Também havia casais, confreires (que não usavam hábito ou manto branco nem deveriam viver na mesma casa em que estavam os freires que tinham feito voto de castidade) e outras, que tinham alguma ligação tradicional ou familiar com a Ordem, ou simplesmente moravam perto de uma casa religiosa que lhes convinha e ocasionalmente poderiam ter procurado segurança numa nova família, que seria a comunidade feminina. Algumas delas até seriam pagas se realizassem tarefas domésticas e outras só seguiam a vida religiosa, já que esta era um objetivo espiritual em si mesmo.

José Manuel Capêlo, no seu livro “Portugal Templário – A Presença Templária em Portugal[12]  escreve: “Tem-se, como em tudo o que à Milícia do Templo diz respeito, especulado com a existência de freiras templárias. Por vezes nos mesmos recintos, mas em casas separadas, onde viviam os monges-guerreiros, existiram conventos de templárias. Estas que nada tinham de guerreiras (que se saiba), apenas se confinavam à sua condição de monjas. Recebiam para a Ordem, em seu nome, doações (a mais das vezes daquelas que nela queriam ingressar), bem como senhoras oriundas da alta e média nobreza, que, pelas mais variadas razões, procuravam professar. Ou porque tivessem enviuvado ou porque os respetivos maridos teriam professado no Templo, como monges [13], chegando nalguns casos, como vimos, a Comendadores. A grande maioria, como se deixou dito, eram viúvas e, muito poucas, separadas. Raramente as solteiras pretendiam professar nesta Ordem essencialmente masculina. O rigor eclesiástico e a existência presbiteriana eram ainda maiores que as exercidas em outras congregações de religiosas. Também era raríssimo alguma abandonar, depois de ter, em consciência, professado.”

Exemplificando algumas destas situações em Portugal, fundamentamo-nos quer em José Manuel Capêlo, no seu livro atrás citado, quer em Paula Pinto Costa, no livro “Templários em Portugal: Homens de Religião e de Guerra” [14]. Neste, são-nos apresentadas freiras, como D. Teresa Mendes, D. Sancha Pais, Estefânia e D. Sancha Peres; a fratrissa, D. Maria Pais e confreires Fernando Eanes e D. Odrósia, Pedro Saião e Gotina Saião, Sancha Esteves, D. Sancha Martim e Pedro Martim, Egas Velho do Tojal, Domingos Peres e Ausenda Martins, D. Estêvão Peres Espinhel e D. Maria Peres. Por seu lado, José Manuel Capêlo, diz-nos: “Em Portugal, os casos mais conhecidos destas figuras históricas, depois da rainha D. Teresa se ter tornado a primeira confreira (doadora de bens, membro da confraria ou irmandade) da Ordem, em 1126, são: D. Maria Mendes, no mestrado de D. fr. Fernão Dias. Foi mulher de Aires Dias, que igualmente foi recebido como familiar; D. Maria Vasques, no mestrado de D. fr. Martim Sanches. Não se tem absoluta certeza de que se tenha tornado templária. Foi mulher de Pedro Ferreiro. Ambos requererão, através de doações feitas em nome da Ordem, a protecção desta, não só para si-mesmos como para os seus descendentes; D. Fruíla Ermiges, no mestrado de D. fr. Guilherme Fulcon. Foi mulher de D. fr. Afonso Ermiges, que professara e veio a ser Comendador de Castelo Branco; D. Sancha Martins, no mestrado de D. fr. Martim Martins; D. Maria Pires, no mestrado de D. fr. Martim Nunes; D. Justa, no mestrado de D. fr. Gonçalo Martins; D. Mécia (ou Maria) Peres, no mestrado de D. fr. Afonso Gomes. Quando professou encontrava-se separada de seu marido, D. fr. Estevão Pires Espinal, igualmente Templário e Comendador de Santarém. De que se tenha conhecimento, só em Tomar, no interior do castelo, parece ter existido um mosteiro para freiras templárias. Ao contrário dos seus irmãos templários, aquando da extinção da Ordem, as religiosas filiadas no Templo, que viviam em Tomar, não ingressaram na nova Ordem e tiveram que mudar de hábito”.

À semelhança, Alan Forey”, [15] no seu livro “Mulheres e as Ordens Militares nos sécs 12 e 13”, refere também algumas freiras catalãs, nomeadamente Ermengarda de Oluja e seu marido Gombau, tendo aquela gerido a casa de Rourell na Catalunha, e também Tiborga e Berengaria de Lorach, donata e irmã do séc. XIII, da casa de Barbará.

A investigadora Paula Pinto Costa, no livro atrás referido, diz-nos que “… As apelidadas freiras que constam na documentação portuguesa não seriam tanto freiras de pleno direito, mas sim beneficiárias do universo espiritual da instituição” [16]. Bem como, não se conhecer nenhum convento feminino do Templo em Portugal, apesar de numa escritura feita em 17 de maio de 1290, a mando de D. Maria Peres, haver uma referência a um convento, em Tomar, dentro da cerca do castelo, mais concretamente junto à igreja de Santa Maria do Castelo.

“De qualquer forma, até ao final do séc. XII, as mulheres que adotassem a vida de oração e devoção, faziam-no acomodando-se em edifícios adjacentes às casas religiosas masculinas com quem mantinham laços e só nas últimas décadas desse mesmo século, surgiriam os primeiros conventos femininos, mas tal afirmação é difícil de comprovar, segundo Alan Forey”, [17] no livro atrás citado.

Como verificámos, não há coincidência entre os diferentes autores sobre o estatuto e o papel das mulheres no seio da Ordem do Templo, daí a necessidade de se continuar a investigar este tema apesar da escassez de fontes e referências bibliográficas.

Razões possíveis para este facto, para além das atrás referidas (escassez de fontes e referências bibliográficas), são a falta de interesse científico, a ocultação da presença feminina na Ordem, a história era dos homens e as questões linguísticas.

Nós acrescentamos: a destruição de documentação existente quer em arquivo ou não, como por exemplo pela Inquisição ou até pela Igreja Católica de Roma; o longo período de tempo decorrido desde o fim da Ordem dos Templários (1312…) até aos nossos dias (7 séculos) e o segredo que a envolveu desde então podendo até deduzir-se que haverá ainda muita documentação oculta que falta vir à luz do dia, à semelhança de todo o mistério que rodeia o Santo Graal, ou mesmo a ausência de fontes ou falta de evidências nas mesmas, dado que para muitos autores, os Templários seriam homens mais de ação no terreno, dedicados à guerra e à construção, do que ao trabalho intelectual, não deixando registos.

Como Conclusão, podemos então referir:

  1. O relacionamento das mulheres com a Ordem foi-se alterando ao longo de dois séculos (1119/20 – 1312) de vida dos Templários, de acordo com o contexto histórico em que viveram;
  2. Apesar das Regras da Ordem do Templo proibirem a ligação das mulheres à mesma, elas eram aceites se renunciassem aos seus bens e à vida mundana. Houve, pois, freiras e também confreiras, leigas, fratrissas e donatas a viver em alas de mosteiros de homens ou casas próximas. Algumas seriam religiosas, mas outras não. Umas exerceram funções de chefia e gestão e outras apenas tarefas domésticas, isto é, teriam distintos estatutos sociais;
  3. Não obstante as divergências no que concerne ao seu estatuto e papel no seio da Ordem, todos os autores consultados concordam em que as mulheres não eram investidas damas e não iam para a guerra… Nós não temos a certeza!… É só lembrarmos a história de Joana D`Arc: camponesa, santa e guerreira francesa (se bem que alguns historiadores referem que o seu papel era apenas de conselheira), nascida um século depois da extinção da Ordem, em 6.1.1412 e falecida em 30.5.1431, que teve um papel relevante na Guerra dos Cem Anos, travada entre a Inglaterra e a França, vindo a contribuir para a coroação do rei Carlos VII, o Delfim de França. Acusada de bruxaria, foi morta na fogueira aos 19 anos de idade. Tratou-se exclusivamente de um caso esporádico realizado por uma mulher sensitiva ou outras mulheres ignoradas e anónimas, também participaram em guerras?

 

Por isso, e por último, 4º. Este trabalho é para continuar, visto que, por entre múltiplas peças soltas e desconhecidas há ainda muito para conhecer, [18] já que é nosso desejo saber das funções e regimento das mulheres que nos antecederam nos primórdios da Ordem do Templo, principalmente a nós, mulheres, neste início do séc. 21, que a integramos (reintegramos) de pleno direito.

Maria Idalina Alves de Brito – Dama da Comenda de S. Pedro de Macedo de Cavaleiros
8 março de 2024 / 8 de junho de 2024 (Macedo e Lamas).

Notas

[1] Bíblia Pastoral, 2º vol. Pág.973, Ediclube, Edição e Promoção do Livro, Lda, Alfragide, 1999 – Mulher: Anjo ou Demónio, Antigo Testamento, Livro Eclesiástico 25-26.

[2]  RESPÌCIO, Marta, “Os Segredos da Maçonaria e Sociedades Secretas; Templários, Illuminati, KuKlux Klan, Aurora Dourada, Outras Sociedades “, Alcabideche, Edc. Presspeople, 2022, pág. 95

[3] BORDONOVE, Georges, “Les Templiers – Les Chevaliers du Christ”, Collection Marabout Université, Libraire Arthème Fayard, 1977, Belgique, pág. 26-35

[4] LORD, Evelyn, “A Maldição dos Templários”, título original: The Templar`s Cruse, 2008, Trad. de Neuza da Silva Faustino, Porto Salvo, Editora Desassossego, 1ª ed., 2023, pág. 36.

[5] BORDONOVE, Georges, “Les Templiers – Les Chevaliers du Christ”, Collection Marabout Université, Libraire Arthème Fayard, 1977, Belgique, pág. 29-35

[6] PICKNETT, Lynn e PRINCE, Clive, “ O Segredo dos Templários – A verdade escondida pela História”, título original “The Templar Revelation”, Trad. Carla Ribeiro, Lisboa, Alma dos Livros, 1ª ed, 2021, págs. 76 e 77.

[7] Ibidem, pág. 505. Notas e Referências, Cap. 3: Nos Passos da Madalena. Ponto 7.

[8] ANES, José Manuel, “ Caminhos do Esoterismo Ocidental”, Ericeira, Diário de Bordo, 1ª ediç, janeiro 2024, pág.78.

[9] PICKNETT, Lynn e PRINCE, Clive, “ O Segredo dos Templários – A verdade escondida pela História”, título original “The Templar Revelation”, Trad. Carla Ribeiro, Lisboa, Alma dos Livros, 1ª ed, 2021, págs. 127,128, 133

[10] BEIGENT, Michael e LEIGH, Richard, “The Temple and the Lodge”, Jonathan Cape, londres, 1989.

[11] Georges Kiesse é gestor do Centro de Estudos e Investigação dos Templários em Espéraza (Aude), France.

[12] CAPÊLO, José Manuel Gomes Gonçalves, “Portugal Templário – A Presença Templária em Portugal”, Sintra, Editora Zéfiro, 2ª ediç, setembro 2015, pág. 171-172

[13] Em 1271, referindo frei Bernardo da Costa, relata Paulo Alexandre Loução (“Os Templários na formação de Portugal”, Ésquilo, Lisboa, 1999), uma fidalga de nome Justa, senhora devotíssima das religiosas templárias, doou ao convento de tais religiosas as suas casas que tinha dentro do castelo de Tomar, junto à muralha, para que as tivesse para sempre. E mais à frente: Datado de 1290 há o registo de uma doação de D. Mécia Peres, senhora ilustríssima que foi mulher de D. Estevão Pires Espinal. Estes dois cônjuges já nesse tempo estavam separados.: Ele era freire templário e Comendador de Santarém; a dita senhora D. Mécia Peres era freira, ao que parece, templária, de que é tradição existia no convento ou retiro em Santa Maria do castelo a dentro dos muros de Tomar.

[14] COSTA, Paula Pinto, “Templários em Portugal: Homens de Religião e de Guerra”, Barcarena, Editora Presença, 1ª ediç, novembro 2019, pp 174,175.

[15] FOREY, Alan, “Women and the Military Orders in the Twelfth and Thirteeth Centuries”, in Hospitaller Women in the Middle Ages”, Routledge Taylor & Francis Group, London and New York, 2016, pp. 43-69.

[16] COSTA, Paula Pinto, “Templários em Portugal: Homens de Religião e de Guerra”, Barcarena, Editora Presença, 1ª ediç, novembro 2019, pp 174.

[17] FOREY, Alan, “Women and the Military Orders in the Twelfth and Thirteeth Centuries”, in Hospitaller Women in the Middle Ages”, Routledge Taylor & Francis Group, London and New York, 2016, pp. 46.

[18] E como diz Paula Pinto Costa, no livro atrás citado: “ A história que se escreve não depende apenas do que aconteceu no passado; também depende muito do modo como as memórias do passado são veiculadas e de quem as elabora”. Pág. 35

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